À espera de fluxo!

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IBOV e Bolsas Americanas – Atualização Março 2024

Enquanto as bolsas americanas bateram novos recordes em fevereiro, com quatro meses seguidos de alta, o IBOV andou de lado no mês – melhor do que a queda de 5% em janeiro. Os estrangeiros continuam retirando dinheiro da B3.

O susto do repique da inflação em janeiro nos EUA continua dominando o cenário internacional: e inflação resiliente prediz juros altos por mais tempo.

E por lá, as grandes empresas de tecnologia e inteligência artificial continuam dominando as altas. A Nvidia, destaque de alta nos últimos 14 meses, atingiu 2 trilhões de dólares em valor de mercado. Algo inimaginável num passado recente.

Nos níveis atuais, vários analistas consideram os índices americanos “caros”, mas quase ninguém recomenda a posição “short” (venda). Assim, o melhor a fazer, em minha opinião, é reduzir um pouco a exposição em bolsa americana e fortalecer o caixa em dólares. “Lucro bom é no bolso”.

Outros ativos que continuam voando são as criptomoedas. O Bitcoin bateu 67 mil dólares, e está próximo do seu topo histórico. Para onde ele vai? Não faço ideia, mas eu recentemente reduzi minha exposição via ETF. Não dá para ficar de fora, mas é melhor colocar um pouco do lucro no bolso.

Investimento em renda fixa nos EUA também é uma boa ideia – mais de 5% ao ano, em dólares. A discussão atual é quando os juros vão cair e, não, se vão cair. Assim, vale a pena o risco de alocação agora.

Além da saída dos estrangeiros da B3 (janeiro e fevereiro), os investidores locais continuam “represados” na renda fixa e fora da bolsa brasileira. Segundo o analista Marink Martins o agregado monetário M2 (dinheiro alocado em renda fixa) continua em níveis muito altos. O M2 precisa virar M1 (grosso modo, dinheiro em circulação + ativos com liquidez imediata) para a B3 tentar “abocanhar” um pouco dessa montanha de dinheiro.

Importante salientar que os fundos locais continuam com exposição muito baixa às ações brasileiras. Fruto da avalanche de resgates em 2022 e 2023, e como comentado, parados no M2.

Desta forma, para quem gosta de bolsa como eu, não resta outra opção a não ser ficar posicionado e esperar. Uma hora a maré muda!!

Segundo vários estudos a bolsa brasileira continua barata e com muito desconto em relação às bolsas americanas. Todavia, sem fluxo, ela não andará.

Então, por que ficar posicionado desde já? Como sempre comenta o gestor da Encore, João Luis Braga, a bolsa se movimenta em degraus. Exemplo. Subiu forte em novembro e dezembro (20%), caiu nos dois meses (5%), e a qualquer hora dará uma “porrada” para cima de novo. Quando? Ninguém sabe.

O cenário macroeconômico no Brasil continua muito interessante: PIB surpreendendo positivamente para cima (2,9% em 2023), inflação perto da meta, desemprego em queda, aumento da massa salarial, melhora da confiança na economia, etc. Só falta o juro real (Selic menos IPCA) cair de maneira mais significativa. Mas isso já está “contratado” com a continuidade da queda da Selic para 2024.

Triggers para o IBOV subir:

  • Quando o FED sinalizar efetivamente o início da queda de juros (atualmente em 5,25 – 5,50% ao ano) e o mercado “derrubar” a taxa de juros de 10 anos – nesse momento em cerca de 4,2% ao ano. Com isso o dólar ficaria mais fraco e tal cenário favorece os países emergentes. E sem dúvida, o Brasil é a bola da vez (quase que por W.O.).
  • Volta dos estrangeiros para a B3. E também dos investidores locais
  • Caso o BC do Brasil acelere o corte da Selic nas próximas reuniões.

Riscos da tese do Bull Market:

  • Uma eventual correção forte nas bolsas americanas. Curiosamente, em vários pregões de 2024, houve uma correlação inversa entre as bolsas americanas e a brasileira. Contudo, acho difícil o IBOV sair ileso numa correção mais aguda nos EUA.
  • Novas surpresas negativas vindas da China.
  • Piora dos conflitos geopolíticos
  • Cenário político-econômico no Brasil. Sempre um risco!

Por último, gostaria de comentar que as empresas brasileiras, em média, deverão ter um aumento de lucros em 2024 na ordem de 20% em relação ao ano passado, segundo alguns analistas. Mais lucros, mais valorização das empresas. E menos juros, melhor será o resultado financeiro das empresas listadas (custo da dívida).

Assim, não há outro caminho: posicionamento já, diversificação, paciência e resiliência.

Bons investimentos.

MJR

*Disclaimer: esse texto tem apenas um caráter educativo e não é uma recomendação de investimentos. E mais. Investimentos em renda variável podem gerar prejuízos.

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